Dirigente máximo da fabricante brasileira de armamentos afirma que a companhia avalia deslocar a linha de montagem para os Estados Unidos, caso a taxação seja mantida — o que pode acarretar a eliminação de até 15 mil postos de trabalho no território gaúcho.
Segmento industrial favorecido durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e que enxerga no ex-chefe do Executivo um parceiro político, a fabricação nacional de armamentos e cartuchos está entre as mais atingidas pelas tarifas alfandegárias de 50% decretadas pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, contra o mercado brasileiro.
De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os Estados Unidos foram o principal mercado comprador das remessas brasileiras de produtos bélicos em 2024, com 53% dos embarques saindo do Rio Grande do Sul e 47% do estado de São Paulo.
As medidas tributárias foram tornadas públicas por Trump em 9 de julho e devem entrar em vigor a partir de 1º de agosto. O líder republicano justificou a decisão com base no tratamento judicial aplicado a Bolsonaro no caso em que o ex-presidente é acusado de tentativa de ruptura institucional.
