Depois de perderem espaço para a soja e o milho por quase duas décadas, as áreas plantadas de arroz e feijão no Brasil deixaram de encolher. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, entre 2006 e 2023, a área de arroz recuou 43%, enquanto a de feijão caiu 32%. No mesmo período, a soja avançou 108% e o milho, 63%, consolidando-se como os principais cultivos do país.
O encolhimento das lavouras de arroz e feijão é reflexo de altos custos de produção e baixa rentabilidade para os agricultores. Ainda assim, a produtividade tem garantido o abastecimento interno desses alimentos essenciais.
Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), os preços do arroz e do feijão acumularam queda nos 12 meses até fevereiro de 2025: 4% e 24,35%, respectivamente. Desde a safra 2022/2023, as áreas cultivadas desses grãos deixaram de recuar, indicando uma possível estabilização após anos de retração.
