O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, atingiu um novo recorde histórico nesta quinta-feira (4), fechando em 140.928 pontos, com alta de 1,35%. O desempenho superou o recorde anterior, registrado em maio, refletindo o forte otimismo dos investidores com o cenário externo e a atratividade do Brasil como destino de capital.
Ao mesmo tempo, o dólar comercial caiu 0,29%, sendo cotado a R$ 5,40, no menor patamar desde junho de 2024. O movimento de queda na moeda americana está ligado à entrada consistente de recursos estrangeiros e à expectativa de manutenção dos juros nos Estados Unidos, após a divulgação de dados de emprego acima do esperado.
De acordo com o relatório divulgado nesta quinta, os EUA criaram 147 mil vagas de trabalho em junho, superando as projeções de analistas, e a taxa de desemprego caiu para 4,1%. Esses dados fortalecem a visão de que o Federal Reserve (Fed) pode adiar cortes na taxa básica de juros, o que acaba favorecendo mercados emergentes com juros ainda elevados, como o Brasil.
Além disso, a recuperação da economia chinesa e a valorização das commodities — especialmente minério de ferro e petróleo — impulsionaram ações de grandes empresas brasileiras, contribuindo para a alta do Ibovespa. Setores como energia, siderurgia e mineração lideraram os ganhos do dia.
O real também foi favorecido pela percepção de estabilidade econômica e pelo fluxo positivo de investimentos internacionais. Segundo analistas, o dólar pode continuar em trajetória de queda moderada, desde que o ambiente global se mantenha estável e as incertezas fiscais internas não aumentem.
Com a alta desta quinta, o Ibovespa acumula valorização de mais de 17% em 2025, refletindo o bom momento da bolsa. Já o dólar registra queda acumulada de aproximadamente 12,5% no ano, sinalizando maior confiança dos investidores no Brasil.
