No modelo denominado “PIX em Garantia”, profissionais autônomos poderão utilizar recebimentos futuros — transferências que ainda irão receber via PIX — como lastro para obtenção de empréstimos com taxas de juros mais baixas, explicou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre o sistema PIX não vai interromper o avanço da chamada agenda evolutiva da ferramenta, que prevê novas funções para os próximos anos.
De acordo com Galípolo, a autoridade monetária desenvolve uma solução que permitirá que bancos ofereçam, por meio do PIX, um formato de crédito consignado adaptado a trabalhadores por conta própria e empreendedores privados.
“O PIX em Garantia é parecido com o consignado tradicional [desconto direto na folha de pagamento], mas pensado para um cenário onde cresce o número de pessoas que optam pelo trabalho independente e não possuem vínculo empregatício formal, obtendo renda por meio de atividades empreendedoras”, disse.
O lançamento está previsto para 2026. Na prática, profissionais como microempreendedores individuais (MEIs) poderão vincular os recebimentos futuros via PIX ao contrato de crédito. Os valores seriam descontados automaticamente na data combinada, garantindo maior segurança ao credor.
A expectativa é que, com esse tipo de colateral, as instituições financeiras ofereçam empréstimos a taxas mais competitivas, de forma semelhante ao que já ocorre com trabalhadores formais que utilizam o FGTS como garantia.
