O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (19) que faz sentido manter a taxa básica de juros em um nível elevado por mais tempo, como forma de garantir o controle da inflação no país. A declaração foi feita durante a 12ª edição da Brazil Macro Conference, promovida pelo banco Goldman Sachs, em São Paulo.
Atualmente, a taxa Selic está em 14,75% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. Segundo Galípolo, essa postura mais “restritiva” da política monetária busca assegurar que a inflação convirja para as metas estabelecidas, mesmo que isso implique uma desaceleração econômica no curto prazo.
“A política monetária mais restritiva por um tempo prolongado tem se mostrado necessária para consolidar expectativas”, disse o presidente do BC.
Nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central indicou que o atual ciclo de alta dos juros pode ter chegado ao fim. No entanto, analistas do mercado projetam que eventuais cortes nos juros só devem ocorrer a partir de 2026, dependendo da evolução do cenário inflacionário e fiscal.
