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Petrobras pagou R$ 277,6 bi em tributos em 2025; saiba detalhes
Internacional

Seis nações europeias e Japão se mobilizam para garantir passagem segura em Ormuz

Última atualização: 19 de Março, 2026 16:10
Por
Erre Soares
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4 Min Leia
📷 Petrobras/Divulgação
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França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão anunciaram na última quinta-feira sua disposição em atuar para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, via marítima crucial bloqueada pelo Irã após o início do conflito na região.

No comunicado conjunto, as nações expressaram vontade de contribuir com os esforços para a reabertura do Estreito, saudando o empenho de outras nações no planejamento preparatório da operação.

Essa manifestação ocorre quatro dias após os mesmos países, incluindo o Japão, terem recusado as iniciativas de Estados Unidos e Israel para liberar a área. A negativa irritou o então presidente Donald Trump, que chegou a declarar não precisar de ajuda externa.

O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, desestabilizou mercados financeiros globais e impulsionou a alta do barril, com significativas repercussões econômicas internacionais.

A nota condenou os recentes ataques iranianos contra embarcações no Golfo e infraestruturas civis, como instalações de petróleo e gás, intensificando a preocupação com a segurança marítima.

Os países expressaram profunda preocupação com a escalada, exigindo que o Irã cesse imediatamente ameaças, lançamento de minas, ataques com drones e mísseis, e tentativas de impedir a navegação comercial no Estreito.

A liberdade de navegação é um pilar do direito internacional, e as ações iranianas, conforme a declaração, terão impacto global, afetando as populações mais vulneráveis.

O Irã justificou o bloqueio do Estreito de Ormuz como resposta direta aos ataques militares de Estados Unidos e Israel contra seu território, iniciados em 28 de fevereiro. Teerã mantém a passagem fechada para EUA, Israel e aliados, incluindo as potências europeias.

Principais potências europeias apoiam politicamente os ataques contra o Irã, com exceção da Espanha, que condena a guerra.

A escalada se intensificou na última quarta-feira, quando Israel bombardeou o campo de gás South Pars, no Irã. Em retaliação, Teerã atacou a indústria energética do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, elevando incertezas econômicas.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Desde junho de 2025, Israel e Estados Unidos lançam ofensivas contra o Irã, em meio a tensas negociações sobre o programa nuclear e balístico iraniano, fonte de preocupação internacional.

A ofensiva mais recente, iniciada em 28 de fevereiro, viu EUA e Israel bombardearem Teerã. O ataque resultou na morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e de outras autoridades, com seu filho, Mojtaba Khamenei, assumindo a liderança.

Em resposta, o Irã disparou mísseis contra nações árabes do Golfo com presença militar dos EUA, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia, ampliando o conflito.

No primeiro mandato de Donald Trump, os EUA se retiraram do acordo nuclear de 2015, firmado sob Barack Obama para inspeção do programa iraniano. Israel e os Estados Unidos acusam Teerã de buscar armas nucleares, enquanto o Irã defende que seu programa é para fins pacíficos.

MARCADOConflito IrãEstreito de OrmuzGeopolíticamercado de petróleoSegurança Marítima
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