Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no telefone do ex-presidente Jair Bolsonaro revelam que ele cogitou um plano para nomear o filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), como secretário no governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas, a fim de permitir que Eduardo permanecesse nos Estados Unidos sem perder o mandato parlamentar.
O plano, datado de junho, detalhava os passos para viabilizar uma nova licença na Câmara dos Deputados, já que a atual não poderia ser prorrogada. A estratégia incluía:
- Nomeação oficial por decreto do governador de SP;
- Declaração institucional de Tarcísio sobre a missão;
- Pedido de licença à Mesa Diretora da Câmara com base no art. 235, IV do Regimento Interno;
- Articulação política para garantir o acolhimento do pedido.
A PF não identificou o autor original da mensagem, mas confirmou que o conteúdo foi encaminhado por Bolsonaro a Eduardo. Ambos foram indiciados no inquérito que apura irregularidades.
Eduardo Bolsonaro criticou a PF, afirmando que a investigação revela apenas “conversas normais entre pai, filho e seus aliados”.
