As contas do setor público consolidado — que englobam governo federal, estados, municípios e estatais — apresentaram déficit primário de R$ 17,5 bilhões em setembro, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31). O resultado representa uma piora em relação ao mesmo mês de 2024, quando o saldo negativo foi de R$ 7,3 bilhões, e é o pior desempenho para setembro desde 2023, quando o rombo chegou a R$ 18,1 bilhões.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2025, o déficit fiscal soma R$ 79,2 bilhões, o equivalente a 0,84% do Produto Interno Bruto (PIB).
O levantamento também mostra que a dívida bruta do governo geral — indicador que mede o endividamento total do país — subiu para 78,1% do PIB, registrando o maior nível desde novembro de 2021. Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida já aumentou 6,4 pontos percentuais, refletindo o impacto das despesas públicas e da desaceleração da arrecadação.
O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, desconsiderando os gastos com juros da dívida pública. Esse resultado reforça o desafio do Executivo em cumprir a meta fiscal de 2025 e manter o controle das contas públicas dentro do novo arcabouço fiscal.
