Assessores do chefe do Executivo avaliam que cada integrante do agrupamento mantém vínculo próprio com os Estados Unidos e conduz tratativas individualizadas, o que inviabiliza posicionamento coletivo. Brasil sofreu acréscimo tributário de 50%.
Membros da gestão Lula consideram improvável que as nações do Brics adotem uma ação coordenada frente ao aumento de tarifas imposto pelo líder norte-americano, Donald Trump.
Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha declarado interesse em debater com os demais aliados do bloco a disputa comercial em andamento, interlocutores do governo sustentam que a dimensão da aliança e a realidade específica de cada membro nas relações com Washington dificultam consenso. O Brasil, por exemplo, teve o ingresso de mercadorias no mercado estadunidense encarecido em 50%. A Índia enfrenta taxa de 25%, que passará a 50% devido ao intercâmbio com a Rússia.
A Indonésia, recém-incorporada ao Brics, recebeu sobretaxa de 19%, enquanto a China está submetida a regime tarifário distinto e poderá ter novo aumento na próxima semana, caso Trump não prorrogue a suspensão estabelecida anteriormente.
