O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu avançar sem reservas no projeto de candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nos bastidores, o dirigente já desenha a estratégia política e de comunicação para apresentar o parlamentar como o principal nome do campo conservador na disputa pelo Palácio do Planalto.
A aposta central passa por construir a imagem de Flávio Bolsonaro como uma versão mais moderada do pai. A estratégia inclui promovê-lo como “o Bolsonaro que tomou a vacina”, numa tentativa de distanciamento das polémicas sanitárias e do discurso adotado por Jair Bolsonaro nas campanhas de 2018 e 2022. O objetivo é reduzir a rejeição do senador junto ao eleitorado e ampliar o seu potencial eleitoral.
Para viabilizar o projeto, Valdemar trabalha primeiro na pacificação interna do campo bolsonarista. Ele conta com uma conversa decisiva entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de aparar arestas e encerrar os ruídos públicos que surgiram após a definição do nome de Flávio.
Tarcísio deve visitar Bolsonaro ainda esta semana na prisão da Papudinha. A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e está prevista para esta quinta-feira (29), entre as 11h e as 13h.
Paralelamente, o PL planeia nacionalizar a candidatura com um trio de cabos eleitorais de peso: o próprio Tarcísio de Freitas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Para Valdemar, o envolvimento direto destes três nomes é considerado decisivo para dar tração e alcance nacional à candidatura de Flávio Bolsonaro.
