Durante a Páscoa, o consumo de chocolate aumenta significativamente. Segundo dados da QuestionPro, 90% dos consumidores pretendem comprar chocolates nesta Páscoa. Mas além do sabor, a ciência aponta efeitos interessantes desse alimento no cérebro, especialmente quando se trata do chocolate com maior teor de cacau. Pesquisas em Neurociência indicam que compostos presentes no cacau podem influenciar funções cognitivas e emocionais.
De acordo com o pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o impacto está ligado à ação direta em circuitos cerebrais.
“O chocolate tem algumas propriedades benéficas para o cérebro, especialmente o amargo, que além de melhorar fatores como memória e cognição também estimula neurotransmissores do prazer”, afirma.
Estímulo aos neurotransmissores
O cacau contém substâncias que influenciam a liberação de neurotransmissores como dopamina e serotonina, associados à sensação de recompensa, bem-estar e motivação. Essa ativação pode explicar por que o consumo moderado de chocolate está relacionado à melhora do humor e à redução do estresse.
“Esses compostos atuam diretamente em áreas cerebrais ligadas ao prazer e à motivação, favorecendo a sensação de bem-estar e dando uma maior disposição mental”, explica o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Cognição e desempenho mental
Outro ponto destacado é o efeito dos flavonóides do cacau na circulação cerebral. Essas substâncias podem melhorar o fluxo sanguíneo no cérebro, favorecendo processos como atenção, memória e velocidade de raciocínio.
“A melhora da perfusão cerebral pode contribuir bastante para um desempenho cognitivo mais eficiente, especialmente em tarefas que exigem níveis maiores de concentração”, destaca o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Qual chocolate é mais indicado?
Do ponto de vista neurocientífico, o chocolate com maior teor de cacau tende a concentrar mais compostos bioativos. Por isso, versões com menos açúcar e mais cacau, como os chocolates amargos, são associadas a efeitos mais evidentes no cérebro.
“O chocolate amargo concentra uma maior quantidade de substâncias que atuam diretamente no sistema nervoso, potencializando os benefícios cognitivos e emocionais”, conclui o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
