Uma mulher de 64 anos faleceu no Rio de Janeiro no último dia 18, tornando-se a primeira vítima fatal registrada no caso dos transplantes de órgãos contaminados por HIV que abalou o estado.
A paciente vinha recebendo acompanhamento contínuo da Secretaria de Estado de Saúde desde a revelação do episódio. A causa exata de seu óbito, ocorrido após internação em uma unidade especializada, segue sob investigação.
Por meio de nota oficial, a Secretaria de Saúde expressou seu profundo pesar pela perda. O órgão destacou que a mulher recebeu atendimento integral e acompanhamento diário de uma equipe multidisciplinar ao longo de um ano e cinco meses.
Ainda no ano passado, em julho, a paciente foi indenizada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. A Secretaria reforçou sua solidariedade e garantiu a continuidade do apoio psicológico aos familiares.
Entre fevereiro e abril deste ano, a Justiça do Rio conduziu audiências para investigar as circunstâncias do caso. Foram ouvidos tanto os pacientes afetados quanto testemunhas arroladas pelo Ministério Público.
Os réus no processo incluem dois sócios e quatro funcionários do laboratório envolvido. Eles foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por crimes como lesão corporal gravíssima, associação criminosa, falsificação de documento particular e falsidade ideológica.
O caso veio à tona em outubro de 2024, quando seis pacientes transplantados receberam órgãos infectados pelo vírus HIV. As contaminações ocorreram após exames realizados por um laboratório privado, o PCS, que falhou em detectar a presença do vírus.
O laboratório PCS havia sido contratado pela Fundação Saúde, entidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde, para gerenciar o programa de transplantes. Após a descoberta das falhas, o serviço foi imediatamente suspenso, e o laboratório foi interditado de forma cautelar. Desde então, a responsabilidade pelos exames foi transferida para o Hemorio.
