O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na segunda-feira, 11 de novembro, no Palácio do Planalto, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. O encontro serviu para reafirmar o apoio do governo brasileiro à candidatura da chilena ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas, posto que seria ocupado por uma mulher pela primeira vez na história da instituição.
Trajetória e articulação diplomática
Lula destacou por meio de suas redes sociais que a experiência de Bachelet como chefe de Estado e sua atuação prévia na ONU a tornam uma candidata qualificada para liderar o organismo. O presidente ressaltou que a conversa também girou em torno dos desafios globais, da urgência em reformular a estrutura da ONU e da importância de fortalecer o multilateralismo entre as nações.
Bachelet, aos 74 anos, possui um histórico robusto que inclui dois mandatos como presidente do Chile, além de passagens pelos ministérios da Defesa e da Saúde em seu país. No âmbito internacional, ela chefiou a ONU Mulheres e ocupou o cargo de alta comissária da ONU para os Direitos Humanos. Sua trajetória política de centro-esquerda também é marcada pelo protagonismo na resistência contra a ditadura chilena.
O futuro do comando na ONU
Embora o mandato do atual secretário-geral, o português António Guterres, se estenda até o final de 2026, as movimentações diplomáticas para sua sucessão já começaram. O novo líder assumirá o posto em 1º de janeiro de 2027. Países da América Latina e do Caribe defendem que, pelo princípio de rotatividade geográfica, o próximo nome à frente da entidade deve ser oriundo da região.
A candidatura de Bachelet foi lançada originalmente em fevereiro por Chile, Brasil e México. Contudo, o cenário sofreu alterações após uma mudança na presidência chilena, o que levou o país a retirar o apoio oficial à ex-presidente. Apesar dessa mudança, o Brasil e o México mantêm a aposta no nome da chilena para o cargo, que exige habilidades na mediação de conflitos globais e na representação do sistema das Nações Unidas em cúpulas internacionais.
