Órgão ministerial recusou solicitação da Advocacia do Senado para que Ciro fosse recolhido preventivamente; porém considerou existir fundamentos para providências alternativas à detenção. O Ministério Público Eleitoral do Ceará sustentou na segunda-feira (8) que a Justiça Eleitoral local determine medidas restritivas contra o ex-chefe do Executivo estadual Ciro Gomes (PDT) por ofensas à administradora de Crateús, Janaína Farias (PT).
A promotoria rejeitou o requerimento apresentado pela Advocacia do Senado Federal para que Ciro fosse preso de forma preventiva. Em substituição, o MP entendeu haver fundamentos para que a Justiça Eleitoral do Ceará imponha providências alternativas à reclusão.
O Ministério Público Eleitoral cearense pede que o ex-ministro seja submetido às seguintes condições:
- apresentação periódica perante o juízo para relatar e justificar suas ocupações;
- proibição de estabelecer contato por qualquer meio e de se aproximar da prefeita de Crateús.
Na petição remetida à Justiça Eleitoral, a promotora Grecianny Carvalho Cordeiro argumenta que os fundamentos para impor tais providências estão configurados em razão da “continuidade delitiva da infração atribuída ao denunciado”.
O magistrado responsável pela demanda ainda não avaliou os requerimentos.
Ciro Gomes responde como réu, na Justiça Eleitoral do Ceará, por violência política de gênero contra Janaína Farias. A ação examina possíveis ilícitos em declarações do ex-governador contra a atual gestora de Crateús.
As falas tiveram início em abril do ano anterior, quando ela havia assumido o cargo de senadora no lugar do ministro da Educação, Camilo Santana. Em uma das ocasiões, Ciro Gomes declarou que Janaína era assessora para “assuntos de cama” do ministro — afirmações que já resultaram em condenação do ex-governador por ofensa à honra da ex-senadora.
