A oposição afirma que existem votos suficientes para rejeitar a indicação do chefe da Advocacia-Geral da União ao Supremo Tribunal Federal. Após oito horas de sabatina, o desfecho da nomeação de Jorge Messias ao STF é considerado incerto por parlamentares. Com a votação secreta, eventuais dissidências, de ambos os lados, deverão definir o resultado final.
Entre os governistas, houve uma revisão nas projeções quanto ao número de apoios. Inicialmente, senadores da base apontavam para cerca de 50 votos favoráveis, mas agora a estimativa recuou para o patamar mínimo exigido, de 41 votos. Já a oposição passou a sustentar que há respaldo suficiente para impor uma derrota expressiva ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos argumentos apresentados é a ausência de ambiente político para aprovar um novo ministro do STF em ano eleitoral, posição defendida durante a sabatina por Sergio Moro e Marcos Rogério.
Durante a audiência, Messias afirmou que o STF deve permanecer “aberto ao aperfeiçoamento”. Segundo ele, todos os poderes precisam estar sujeitos a “regras e contenções”.
De fé evangélica, o indicado mencionou a sua religiosidade e declarou ter identidade com valores cristãos, mas ressalvou que “juiz que coloca suas convicções religiosas acima da Constituição não é juiz”.
