O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Casa deverá votar na próxima semana o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
A decisão de priorizar a matéria ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a elevação de tarifas globais para 15%.
Segundo Hugo Motta, diante das incertezas comerciais, o Brasil deve buscar maior previsibilidade nas suas relações internacionais, acelerando a tramitação do acordo com o bloco europeu.
Relatoria e articulação política
Para relatar o projeto em plenário, foi designado o deputado Marcos Pereira, presidente do Republicanos e ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
A movimentação sinaliza uma tentativa de reforçar a inserção comercial brasileira em meio a um cenário de maior protecionismo por parte dos Estados Unidos.
Anúncio de tarifas pelos EUA
O posicionamento de Hugo Motta ocorreu logo após a manifestação de Donald Trump na rede Truth Social, na qual afirmou que elevará, “com efeito imediato”, a tarifa global de 10% para 15% sobre diversos países.
Trump declarou que, nos próximos meses, seu governo definirá novas tarifas “legalmente permitidas”, dando continuidade à sua política comercial de caráter protecionista.
Contexto econômico
A eventual aprovação do acordo Mercosul–União Europeia é vista como estratégica para:
- Diversificar mercados de exportação;
- Reduzir dependência de parceiros específicos;
- Mitigar riscos associados a medidas tarifárias unilaterais;
- Ampliar previsibilidade regulatória e comercial.
O avanço da pauta na Câmara pode representar um movimento relevante na política externa comercial brasileira diante do novo cenário tarifário anunciado pelos Estados Unidos.
