A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou, nesta quarta-feira (22), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja notificado por carta rogatória sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que o acusa de coação em processo judicial.
A medida, caso seja aceita, pode retardar a análise da acusação, já que a carta rogatória depende de cooperação internacional. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início do ano.
A denúncia da PGR envolve o suposto envolvimento do deputado e do youtuber Paulo Figueiredo em tentativas de atrapalhar o julgamento da trama golpista que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. Segundo a Procuradoria, Eduardo teria buscado junto ao governo Donald Trump levantar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário em represália ao julgamento.
Como o parlamentar não apresentou defesa após ser notificado por edital, Moraes havia determinado que a DPU atuasse em sua representação. No entanto, a Defensoria afirmou que não possui meios de contato com o deputado para elaborar uma defesa técnica adequada.
