O dirigente máximo do INSS, Gilberto Waller Júnior, referiu que o volume de queixas dos beneficiários indicava que “algo não estava certo” e “com indícios suspeitos”
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, declarou que a entidade foi o primeiro organismo a adotar ações contra o Banco Master. A afirmação foi feita durante depoimento à CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS, nesta quinta-feira (5).
Questionado pelo relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), sobre uma eventual demora do INSS em reagir aos créditos consignados descontados pelo Banco Master, o dirigente do instituto garantiu que a entidade foi a primeira a tomar uma providência, antes mesmo de qualquer alerta externo. “O INSS mantinha um convénio ativo desde 2020. Esse convénio terminou em agosto. Em setembro suspendemos o acordo de cooperação. Em outubro recusámos assinar o termo de compromisso, notificando a instituição. Ou seja, o INSS, antes de qualquer comunicação sobre problemas com o Master, foi o primeiro a acionar o sinal de alerta”, afirmou Waller.
Ainda no depoimento, o responsável pelo INSS explicou que a parceria técnica não foi renovada devido ao elevado número de queixas apresentadas pelos beneficiários. “Percebemos que havia irregularidades na atuação do Master. Concluímos que não havia condições para continuarem a prestar serviços aos nossos reformados e pensionistas com este volume de reclamações”, declarou.
Gilberto Waller acrescentou que a quantidade de manifestações recebidas por parte de aposentados indicava que “algo estava errado” e “com sinais preocupantes” relativamente à atuação do Banco Master na concessão de créditos consignados.
O Banco Master está sob investigação da PF (Polícia Federal) por suspeita de fraude de grande dimensão. Perante indícios de práticas irregulares, o Banco Central determinou a liquidação da instituição em novembro do ano passado.
