Inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal investiga divulgação de diálogos do proprietário do Banco Master; analista Matheus Teixeira alerta, no programa CNN 360°, que vazamento ilegal pode comprometer o futuro do processo judicial.
O vazamento de mensagens retiradas do telemóvel de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, tornou-se alvo de um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira (6). A divulgação dessas conversas, além de expor indevidamente a vida privada de terceiros, pode afetar o andamento das investigações e gerar nulidades processuais, segundo análise de Matheus Teixeira.
Teixeira destacou que a manifestação do ministro Gilmar Mendes sobre o caso, embora considerada tardia por alguns observadores, assume relevância diante da gravidade da situação. “A mulher teve a vida exposta, ninguém merece, ela não necessariamente está envolvida nos crimes”, afirmou o analista, referindo-se a uma pessoa cuja privacidade foi violada com a divulgação dos conteúdos.
O inquérito para apurar o vazamento foi determinado pelo ministro André Mendonça, que acolheu um pedido para abertura de investigação. A Polícia Federal do Brasil já iniciou diligências para identificar os responsáveis. Ainda assim, como sublinhou Teixeira, “o estrago já está feito, já vazou, a vida dela já foi exposta”.
Os eventuais autores da divulgação poderão vir a ser responsabilizados judicialmente, mas a exposição pública decorrente do vazamento já ocorreu e é considerada irreversível.
