Desde o último dia 20 de abril, todos os estabelecimentos de hospedagem do Brasil, incluindo os da Bahia, estão obrigados a utilizar a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) exclusivamente em formato digital. A iniciativa do Ministério do Turismo busca modernizar a coleta de dados e integrar as informações ao sistema de inteligência turística do governo federal, substituindo procedimentos que, em muitos locais, ainda eram realizados manualmente.
Avanço tecnológico e facilidades
Para o setor hoteleiro, a transição é vista como um passo natural e positivo. Thiago Sena, diretor de marketing e comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia, explica que, embora a ficha de registro já existisse há anos, a nova obrigatoriedade traz uma padronização institucional necessária. A possibilidade de utilizar a conta do sistema gov.br para realizar o cadastro simplifica a experiência do hóspede e agiliza o fluxo de entrada nos estabelecimentos.
Segurança e inteligência de dados
Além da celeridade no atendimento, o novo modelo promete elevar os níveis de segurança, tanto na proteção de dados sensíveis quanto no controle de acesso. A centralização das informações permite que o governo acompanhe o fluxo de turistas em tempo real. Essa base de dados detalhada é fundamental para que o poder público desenvolva políticas estratégicas para o turismo, baseadas em métricas precisas sobre a origem e o comportamento dos viajantes que visitam destinos como Salvador.
Desafios na adesão
Apesar dos benefícios apontados pela classe empresarial, o cenário atual ainda apresenta um alerta importante sobre o ritmo de implementação. Segundo números do Ministério do Turismo levantados até a segunda quinzena de abril, mais de 81% dos meios de hospedagem formais na Bahia ainda não se adequaram à nova exigência. A expectativa é que o setor acelere o processo de digitalização para garantir a conformidade com as normas federais e aproveitar os ganhos operacionais proporcionados pela nova ferramenta.
