A Organização Mundial da Saúde monitora um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro de luxo que permanece ancorado no Oceano Atlântico, nas proximidades de Cabo Verde. Desde o início da viagem, em 1º de abril, sete pessoas entre os 147 passageiros e tripulantes a bordo apresentaram a doença, que já resultou em três mortes confirmadas.
Cronologia e estado de saúde dos passageiros
Os problemas de saúde começaram a ser notificados em 6 de abril de 2026, com quadros de febre, pneumonia e complicações gastrointestinais. Até o momento, uma pessoa permanece internada em estado grave em uma unidade de terapia intensiva na África do Sul, enquanto os outros três pacientes diagnosticados apresentam sintomas leves e seguem sob isolamento rigoroso na embarcação.
O histórico de óbitos teve início no dia 11 de abril, quando um passageiro faleceu após ser desembarcado na ilha de Santa Helena. A esposa, que o acompanhava no processo de repatriação, também veio a óbito três dias depois na África do Sul. Já no dia 2 de maio, um cidadão alemão não resistiu à doença.
Logística e medidas de contenção
O navio, operado por uma companhia holandesa, iniciou seu itinerário na Argentina durante o mês de março e transporta majoritariamente turistas britânicos, norte-americanos e espanhóis. A empresa responsável pela operação trabalha agora em negociações para realizar o desembarque dos demais passageiros em Las Palmas ou Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha.
O hantavírus é transmitido habitualmente pelo contato com secreções de roedores, embora existam registros históricos de contágio direto entre humanos. Apesar da gravidade do caso atual, a Organização Mundial da Saúde classificou o risco de propagação para a população global como baixo, mantendo o foco do controle dentro da embarcação isolada.
