O dólar comercial encerrou a última quarta-feira, dia 6, cotado a R$ 4,921, registrando uma leve alta de 0,17% após a intervenção pontual do Banco Central no mercado. Embora a moeda tenha atingido a marca de R$ 4,93 durante o período da manhã, o fortalecimento do apetite global por ativos de risco ajudou a conter pressões maiores ao longo do dia.
A influência do Banco Central
A valorização da moeda estadunidense ocorreu em meio a uma estratégia específica da autoridade monetária brasileira. O Banco Central injetou US$ 500 milhões por meio de contratos de swap cambial reverso, uma operação que equivale à compra de dólares no mercado futuro. Analistas apontam que o órgão aproveitou o momento de cotação mais baixa para reduzir o estoque de operações cambiais tradicionais, equilibrando a posição do país.
Desempenho da bolsa e o impacto das commodities
O Ibovespa, principal indicador da B3, avançou 0,50% e encerrou o dia aos 187.690 pontos, consolidando seu segundo pregão seguido de ganhos. O otimismo foi impulsionado pelo cenário externo positivo, especialmente pelas bolsas de Nova York, que registraram recordes nos índices S&P 500 e Nasdaq. No mercado interno, a valorização de ações de mineradoras e empresas de consumo foi determinante para o resultado positivo.
Queda acentuada do petróleo
O setor energético sentiu o impacto direto da desvalorização do petróleo no mercado internacional, que recuou cerca de 7% nesta quarta-feira. O barril do tipo Brent fechou a US$ 101,27, enquanto o WTI foi cotado a US$ 95,08. A queda reflete o alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após sinais de que o Estreito de Ormuz permanece seguro para navegação e avanços nas conversas diplomáticas entre Irã e Estados Unidos.
Reflexos no mercado
A baixa no preço do petróleo pressionou as ações da Petrobras, que lideraram as quedas do dia com recuos de 3,77% nos papéis ordinários e 2,86% nos preferenciais. Apesar do resultado desta quarta-feira, o dólar ainda acumula uma trajetória de queda de 0,63% na semana e um recuo expressivo de 10,34% no acumulado do ano, mantendo o mercado atento à volatilidade energética e aos próximos desdobramentos da economia global.
