O Dia Internacional da Luta contra a Endometriose alerta para uma condição que atinge uma em cada dez mulheres no Brasil, manifestando-se frequentemente por meio de cólicas intensas, desconforto durante relações sexuais e dificuldades para engravidar. A conscientização sobre esses sinais é o primeiro passo para buscar auxílio especializado e garantir qualidade de vida.
Entenda o desenvolvimento da doença
A ginecologista e obstetra Eleonora Pasqualotto explica que o endométrio é a camada interna do útero que descama durante o ciclo menstrual. Embora parte desse tecido seja expelido naturalmente pelo organismo, uma pequena parcela pode seguir pelas trompas em direção à cavidade abdominal. Em mulheres com predisposição genética, esse material se fixa em órgãos como bexiga, intestino e ovários, dando início ao quadro inflamatório.
Embora a endometriose não apresente cura definitiva, o acompanhamento médico permite o controle dos sintomas. A especialista ressalta que o diagnóstico precoce é o fator decisivo para evitar que a doença se agrave e comprometa o funcionamento dos órgãos atingidos pela presença do tecido endometrial fora do útero.
Caminhos para o tratamento
As estratégias terapêuticas variam conforme a necessidade de cada paciente, podendo incluir desde o uso de medicamentos até intervenções cirúrgicas. A médica Rafaela Dourado, que convive com o diagnóstico desde os 18 anos, compartilha sua trajetória de controle clínico. Após receber a indicação médica em 2017, optou pelo uso contínuo de contraceptivos orais como alternativa à cirurgia, método que mantém até o presente momento.
A data dedicada ao combate à doença reforça a necessidade de disseminar informações precisas sobre o tema. O acesso a profissionais de saúde qualificados e a atenção constante aos sinais do próprio corpo são ferramentas essenciais para que as pacientes consigam gerenciar a condição e manter sua rotina com bem-estar.
