O ativista brasileiro Thiago Ávila desembarca no Brasil nesta segunda-feira, dia 11, após passar dez dias detido em Israel. A confirmação do retorno foi feita pelo próprio brasileiro em suas redes sociais, detalhando que, após ser liberado pelas autoridades israelenses, ele seguiu para o Cairo, no Egito, antes de iniciar a viagem de volta ao território nacional.
A previsão é que o ativista chegue ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, às 16h30. Na sequência, ele embarcará em um voo doméstico com destino a Brasília, com desembarque programado para as 23h. Thiago foi deportado ao lado do ativista espanhol Saif Abukeshek, conforme oficializado pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel.
Contexto da detenção e ativismo
Após retornar a Barcelona no último domingo, Abukeshek relatou à imprensa que sua principal apreensão reside na situação dos palestinos mantidos em centros de detenção israelenses. Ambos foram presos durante uma ação das forças de segurança de Israel contra a Flotilha da Liberdade Global, uma iniciativa de organizações civis que buscava levar alimentos e suprimentos básicos à Faixa de Gaza, rompendo o bloqueio imposto à região.
Segundo informações do Centro Legal para os Direitos das Minorias Árabes em Israel, os ativistas enfrentaram isolamento total e foram submetidos a maus-tratos durante o período em que estiveram sob custódia. A detenção prolongada do brasileiro gerou críticas diretas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto os governos do Brasil e da Espanha pressionaram formalmente por garantias de segurança e pela libertação imediata dos envolvidos.
Movimentações da Flotilha da Liberdade
A operação marítima contava com a participação de outros grupos, sendo que mais de 100 ativistas foram levados para a ilha de Creta, na Grécia, após a abordagem de cerca de 20 barcos. O histórico de tensões envolvendo a iniciativa é recente, visto que, em outubro do ano passado, militares israelenses já haviam detido mais de 450 participantes da frota, entre eles o próprio Thiago Ávila e a ativista sueca Greta Thunberg.
Atualmente, os organizadores do movimento concentram esforços na Turquia, onde cerca de 57 embarcações permanecem ancoradas. No local, os participantes realizam reuniões para definir as próximas estratégias de atuação frente ao bloqueio em Gaza.
