Uma massa de ar frio derruba as temperaturas na região central do Brasil até a metade desta semana, trazendo um clima seco e elevada amplitude térmica. Durante o período, os moradores devem enfrentar manhãs amenas, seguidas por um aquecimento durante a tarde e um novo declínio nos termômetros ao anoitecer. Segundo a meteorologista Andrea Ramos, o cenário reflete a transição típica do outono, que já antecipa características do inverno previsto para o próximo mês.
Previsão de chuvas intensas
Enquanto o centro do país permanece sob um padrão de estabilidade, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para volumes significativos de chuva no Norte e Nordeste. No Norte, estados como Amazonas, Pará, Amapá e Roraima podem acumular mais de 150 milímetros de precipitação ao longo dos próximos sete dias. Nas demais áreas nortistas, a chuva deve ocorrer de maneira irregular, com volumes abaixo de 80 milímetros.
No Nordeste, a atenção se volta para o norte do Piauí e do Maranhão, onde pontos isolados podem registrar mais de 100 milímetros de chuva. O litoral da região deve ter pancadas mais fracas, ficando abaixo dos 40 milímetros. Nas outras áreas nordestinas, o tempo permanece seco, estável e com pouca probabilidade de precipitação.
Condições no Sul e Sudeste
O Sudeste brasileiro terá chuvas irregulares atingindo o Rio de Janeiro e o litoral norte de São Paulo. A previsão também indica a formação de nevoeiros em áreas de serra, incluindo a Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, além das regiões serranas fluminenses e capixabas.
No Sul, a tendência é de temperaturas mais baixas e tempo firme na maior parte dos primeiros dias da semana. A mudança no quadro climático ocorre apenas a partir de sexta-feira, dia 15, quando pontos isolados de Santa Catarina e do Paraná devem registrar chuvas com acumulados pouco expressivos.
Cenário no Centro-Oeste
O Centro-Oeste brasileiro seguirá, em sua maior parte, com tempo estável e chances mínimas de chuva, especialmente no Distrito Federal e em Goiás. A exceção ocorre a partir de sexta-feira, quando o Inmet aponta a possibilidade de chuvas irregulares no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com volumes que podem ultrapassar os 60 milímetros nessas localidades.
