A Embraer oficializou nesta segunda-feira, dia 11, uma parceria estratégica com a empresa indiana Bharat Forge Limited, a BFL, que passa a integrar o grupo de fornecedores globais de materiais forjados da fabricante brasileira. O processo de forjamento consiste na moldagem de peças metálicas por meio da aplicação de pressões e temperaturas extremas, garantindo a resistência necessária para componentes aeronáuticos.
Expansão estratégica no mercado asiático
Este movimento consolida a presença da Embraer em um continente onde já mantém relações comerciais com cerca de 20 países. A companhia brasileira tem buscado fortalecer seus laços na Ásia, evidenciada pela participação recente na feira de Singapura e por contratos expressivos firmados com empresas do Japão e dos Emirados Árabes Unidos ao longo deste ano.
A BFL ficará responsável pelo fornecimento de materiais brutos destinados aos sistemas de aterrissagem das aeronaves comerciais e militares da Embraer. Para a companhia indiana, o acordo representa um passo fundamental para ganhar relevância na cadeia global do setor aeroespacial, permitindo que a empresa ganhe escala na produção de itens estruturais críticos, conforme destacou o vice-presidente da BFL, Amit B. Kalyani.
Diversificação e resiliência na cadeia de suprimentos
A Embraer ressaltou que esta é a primeira vez que estabelece um contrato de fornecimento deste tipo com um parceiro indiano. O vice-presidente executivo de suprimentos globais da fabricante, Roberto Chaves, explicou que a iniciativa faz parte de um plano maior para construir uma cadeia de suprimentos mais competitiva e resiliente, além de reafirmar o compromisso da empresa com o fomento da indústria aeroespacial na Índia.
Desempenho financeiro em alta
A parceria ocorre em um momento de otimismo para a Embraer, que reportou resultados financeiros expressivos no início de 2026. De acordo com o balanço divulgado na última sexta-feira, dia 8, a companhia atingiu uma receita recorde de 1,4 bilhão de dólares, o equivalente a cerca de 6,9 bilhões de reais, no primeiro trimestre deste ano.
O montante representa um crescimento de 31% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O impulso nos números foi impulsionado principalmente pelo desempenho positivo das divisões militar e comercial, setores que são justamente os principais beneficiados pela nova colaboração com a indústria indiana.
