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Arrecadação federal alcança recorde de R$ 266,8 bilhões e impulsiona cofres públicos
Economia

Arrecadação federal bate recorde de R$ 266,8 bilhões em maio e alivia pressão sobre meta fiscal

Última atualização: 26 de Junho, 2026 19:36
Por
Erre Soares
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4 Min Leia
📷 Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Brasília (DF) – O fechamento das contas de maio trouxe um fôlego extra para a equipe econômica do governo. Sob o impacto direto da valorização das commodities e de mudanças recentes na legislação tributária, a arrecadação federal somou R$ 266,8 bilhões no quinto mês de 2026. Trata-se do maior volume financeiro já registrado para o período desde o início da série histórica do fisco nacional, iniciada em 1995. No acumulado de janeiro a maio, o montante já alcança a marca inédita de R$ 1,32 trilhão, o que representa uma alta real de 6,42% descontada a inflação.

O resultado de maio representa um salto real de 10,69% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O principal motor por trás desse avanço veio dos mares e da geopolítica. Com o barril de petróleo pressionado pelas tensões no Oriente Médio, as receitas decorrentes da exploração de óleo e gás explodiram, saltando de R$ 13,2 bilhões nos primeiros cinco meses de 2025 para expressivos R$ 50,6 bilhões no mesmo intervalo de 2026. Apenas com o imposto de exportação sobre a commodity, o caixa federal garantiu R$ 1,05 bilhão em maio, enquanto os royalties e participações especiais de estados e municípios injetaram mais R$ 4,1 bilhões nas contas públicas.

A força dos tributos internos

Mas não foi apenas o petróleo que engordou o caixa da União. O Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) responderam por R$ 36,7 bilhões do total de maio, apresentando um crescimento real de 33,11% ante o ano anterior. Desse montante, cerca de R$ 7 bilhões vieram de recolhimentos atípicos gerados por ajustes na legislação. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também seguiu trajetória de forte alta, somando R$ 8,1 bilhões no mês — um salto de 31,11% — e acumulando R$ 41,8 bilhões no ano, com alta real de 38,77% frente ao mesmo período de 2025.

A engrenagem por trás desses números também envolve o dinamismo da atividade interna brasileira. Setores produtivos ganharam tração em um cenário no qual o mercado de trabalho formal avançou 3,6% e a prévia da inflação de junho deu sinais de desaceleração ao fechar em 0,41%. Diante desse quadro, a estimativa para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 se mantém em 2%. Paralelamente, começam a surtir efeito as novas regras de tributação desenhadas pelo governo. Medidas que incluem a cobrança sobre fundos exclusivos e investimentos no exterior (offshores), além do redesenho de incentivos fiscais estaduais, da taxação de apostas eletrônicas e das novas alíquotas sobre encomendas internacionais, combustíveis, folha de pagamentos e juros sobre capital próprio ajudaram a encorpar a arrecadação.

O caminho para o superávit

Esse fluxo recorde de recursos entra em campo em um momento crucial. O governo persegue uma meta fiscal de superávit primário de R$ 34,3 bilhões para este ano, equivalente a 0,25% do PIB. A meta conta com uma banda de tolerância que aceita desde um resultado zerado até um saldo positivo de R$ 68,6 bilhões. Com a receita em patamares históricos e a flexibilidade de excluir gastos com precatórios do cálculo oficial, o cenário desenhado em maio pavimenta uma rota menos acidentada para o cumprimento das metas fiscais de 2026.

MARCADOArrecadação FederalEconómiafinanças públicasGoverno FederalImpostos
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