A quinta-feira (10) de campanha eleitoral para a presidência da República percorreu um roteiro diverso, que incluiu desde o corpo a corpo em universidades e mercados até sabatinas técnicas e eventos no mercado financeiro. Enquanto alguns nomes priorizaram o contato direto com eleitores e as agendas regionais, outros reservaram o dia para reuniões estratégicas e debates sobre a conjuntura econômica.
No Recife, Hertz Dias (PSTU) concentrou sua atividade na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Durante a panfletagem, ele subiu o tom contra as limitações orçamentárias do arcabouço fiscal, defendendo que o Brasil não alcançará um projeto de desenvolvimento real sem aportes robustos em ciência e tecnologia. O candidato argumentou que a infraestrutura precária e a dificuldade de permanência estudantil são reflexos diretos de uma política de desinvestimento na educação superior.
Do outro lado do espectro, Augusto Cury (Avante) circulou em um ambiente distinto. Na sede da Genial Investimentos, em São Paulo, ele reuniu-se com especialistas e representantes do setor produtivo. O foco do presidenciável foi a austeridade, pregando que o país só atrairá investimentos e gerará empregos se transmitir segurança jurídica e previsibilidade aos agentes econômicos.
O roteiro de Romeu Zema (Novo) foi integralmente no Ceará. Em Juazeiro do Norte, o candidato dividiu seu tempo entre uma entrevista à rádio O Povo CBN e visitas ao Santuário do Padre Cícero. Na capital, Fortaleza, a agenda seguiu pelo Instituto Primeira Infância e um giro pelo Mercado Central, onde buscou diálogo com os eleitores locais.
Já o cenário em Roraima contou com a presença de Flávio Bolsonaro (PL). Em Boa Vista, ele liderou uma motocarreata que culminou em comício na Praça do Centro Cívico. O discurso central girou em torno de infraestrutura, com a promessa de ampliar a conectividade do estado por meio de novas pontes e estradas, além de garantir o prosseguimento de projetos como o linhão de Tucuruí.
Em Santos, Edmilson Costa (PCB) participou de uma sabatina focada em demandas laborais. O candidato sustentou a pauta do fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 30 horas semanais, sem corte nos vencimentos, além de advogar pela formalização dos trabalhadores de aplicativos.
Nem todas as campanhas, porém, mantiveram o ritmo previsto. Ronaldo Caiado (PSD) precisou interromper sua agenda, que incluía uma visita a Vinhedo e uma sabatina online, após ser internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar um quadro de faringite aguda. Enquanto isso, nomes como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC) não realizaram atividades públicas de campanha.
Outros postulantes mantiveram o foco em temas variados: Renan Santos (Missão) compareceu a um evento na Amcham Brasil, em São Paulo; Wilson Grassi (Democrata) dedicou o dia ao planejamento interno e encerrou a noite no Kritikê Podcast; e Rui Costa Pimenta (PCO) utilizou uma transmissão ao vivo para debater política internacional, criticando a gestão dos Estados Unidos na Venezuela e comentando as tensões recentes em Cuba e na Alemanha.
