São Lourenço da Mata (PE) – O grito de alívio ecoou alto na Arena Pernambuco no último sábado, dia 3. Com um empate em 1 a 1 diante do Maringá, o Santa Cruz carimbou seu passaporte de volta à Série B após um hiato de dez anos. O resultado, diante de uma multidão de 45,5 mil torcedores — marca que iguala o recorde histórico do estádio —, confirmou a ascensão matemática do clube na Série C, consolidando o segundo acesso consecutivo do tricolor pernambucano, que no ano passado havia alcançado o vice-campeonato na quarta divisão.
A tarde, contudo, começou longe da tranquilidade. Logo aos 20 segundos de jogo, uma falha na saída de bola de Eurico custou caro: Adeilson Maranhão aproveitou o vacilo e acertou o ângulo de Thiago Coelho, silenciando momentaneamente as arquibancadas. O gol precoce dos visitantes transformou a expectativa da torcida em tensão, especialmente porque a confirmação da vaga dependia dos desdobramentos paralelos no confronto entre Floresta e Botafogo-PB.
O cenário mudou na volta do intervalo. Aos cinco minutos da etapa final, Everaldo encontrou Pedro Favela na área, que, de cabeça, igualou o marcador e reascendeu a esperança. Enquanto a bola rolava, o Santa Cruz monitorava o outro jogo da chave. Mesmo com o Floresta vencendo o Botafogo-PB na ocasião, o ponto conquistado em casa era suficiente para selar o acesso. A festa se tornou completa quando o Botafogo conseguiu o empate contra o Floresta nos instantes finais, eliminando qualquer risco matemático para a Cobra Coral.
O Santa Cruz, primeiro time a assegurar a subida na terceira divisão nesta temporada, agora mira novos desafios. Com 11 pontos somados no grupo B da fase decisiva, o clube pernambucano já vislumbra o calendário do próximo ano. A perspectiva aponta para reencontros clássicos, já que Sport e Náutico figuram atualmente na Série B, desenhando um cenário de pressão e rivalidade para o retorno da equipe à segunda prateleira do futebol brasileiro em 2027.
