O domingo de eleições movimentou os efetivos da Polícia Federal por todo o território nacional. Até as 18h10, o trabalho das equipes resultou na abertura de 22 inquéritos policiais e na formalização de 72 termos circunstanciados de ocorrência, focados em irregularidades cometidas durante o pleito.
A abrangência das ações chama a atenção: foram registradas ocorrências em 24 estados. A lista inclui Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins, além de intervenções no Distrito Federal.
O saldo financeiro dessas operações ultrapassa a marca de R$ 982 mil em bens e valores que, segundo os investigadores, seriam utilizados para fins ilícitos. Desse montante, R$ 457.276,50 foram encontrados em espécie, levantando suspeitas imediatas sobre a origem e a destinação dos recursos. Ao todo, 181 pessoas foram detidas ou conduzidas para prestar esclarecimentos às autoridades nas unidades da corporação.
A natureza das infrações é variada, mas o foco das investigações recai principalmente sobre episódios de propaganda eleitoral fora das normas estabelecidas e indícios claros de corrupção eleitoral. A compra de votos aparece como o ponto central das diligências em diversos estados, um crime que a PF tem monitorado com rigor redobrado nas últimas horas.
Apesar da robustez dos números apresentados, o comando da operação mantém cautela sobre o desfecho das apurações. A própria corporação pontuou que os valores em espécie e o montante de bens retidos compõem um balanço preliminar. Esses dados ainda passarão por uma triagem e validação detalhada para garantir a precisão das provas que instruirão os processos judiciais nas próximas etapas.
