Rio de Janeiro (RJ) – Nas páginas do Diário Oficial desta quarta-feira (7), o America Football Club ganhou um novo status que vai além das quatro linhas. O governo fluminense chancelou a lei que transforma o tradicional clube da Tijuca, na Zona Norte carioca, em Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Rio de Janeiro. A honraria coroa uma trajetória iniciada em 18 de setembro de 1904, quando o time nasceu para se tornar parte indispensável da identidade esportiva do estado.
Glórias e pioneirismo no futebol
O reconhecimento faz justiça a uma história rica em pioneirismo e conquistas. O America ostenta em sua galeria sete títulos do Campeonato Carioca, a International Soccer League de 1962, o Torneio dos Campeões da CBF em 1982 e a primeira edição da Taça Rio, conquistada no mesmo ano. Além dos troféus, a agremiação carrega a marca de ter sido a pioneira no país a adotar o nome do continente americano em seu batismo.
Ídolos que moldaram a história rubra
Pelos gramados do clube, desfilaram nomes que marcaram época no futebol nacional. Entre os maiores ídolos estão Alexandre Kamianecky, o lendário zagueiro Alex, conhecido como o “Capitão dos Capitães”, e Luizinho, o homem que mais vezes balançou as redes adversárias com a camisa rubra. A história também reverencia o talento de Edu Coimbra, irmão do atacante Zico e eterno maestro do time, a categoria do lateral Jorginho e a segurança do goleiro Pompeia sob as traves americanas.
A gestão de Romário e o legado familiar
Hoje, o comando dessa herança centenária está nas mãos de Romário. O ex-atacante e atual senador foi eleito presidente da instituição em 9 de novembro de 2023 para conduzir os rumos do America durante o triênio de 2024 a 2026. A relação do craque com o clube mistura política esportiva e afeto familiar: foi para realizar o desejo de seu pai, Seu Edevair, que Romário vestiu a camisa rubra em campo entre 2008 e 2009, ajudando o clube a subir de divisão.
