O eleitor deve evitar surpresas desagradáveis ao chegar à urna neste domingo (25). A orientação é clara: mesmo quem já conferiu o endereço anteriormente precisa realizar uma nova consulta antes de sair de casa. O cenário logístico para este segundo turno tem sido marcado por oscilações constantes no mapa de seções eleitorais pelo país.
Após um registro expressivo de 4 mil mudanças contabilizadas na sexta-feira (17), os números passaram por uma readequação brusca. Na segunda-feira (19), a Justiça Eleitoral atualizou a lista, reduzindo o volume de alterações para 444 seções. Essa instabilidade nos dados é o motivo principal para que os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) mantenham um canal aberto de comunicação com a população até o encerramento do pleito.
A orientação técnica do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel) é de que a busca pela informação ocorra exclusivamente nos portais oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou por meio do aplicativo e-Título. O objetivo é blindar o eleitor de links falsos e mensagens não verificadas que circulam em redes sociais, as quais se proliferaram intensamente na reta final desta votação.
De acordo com os tribunais, a alteração de um local de votação nunca é uma decisão trivial. Essas trocas de endereço só ocorrem quando a manutenção do espaço original se torna inviável. Entre os motivos listados para as mudanças, destacam-se problemas estruturais identificados de última hora nos prédios, questões de segurança pública ou impactos decorrentes de fenômenos climáticos severos. O TSE, por sua vez, ressalta que não exerce ingerência direta sobre as decisões de cada regional.
O advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo aponta que, embora a discrepância entre os números de seções alteradas cause perplexidade, não há evidências de má-fé nas movimentações. Para o jurista, o que se observa é uma falha na comunicação ou o reflexo natural das dimensões continentais do Brasil, onde eventos climáticos súbitos podem interditar uma escola no Norte ou no Sul do país quase na véspera da eleição.
Existe, contudo, um gargalo operacional. O sistema eleitoral não dispõe de dados de contato atualizados — como e-mail ou telefone celular — de todos os cidadãos para realizar avisos individuais sobre essas mudanças. A estratégia adotada, portanto, continua centrada na divulgação massiva via imprensa e veículos de comunicação de alcance nacional.
Para minimizar os riscos de perder o prazo ou enfrentar filas imprevistas, a recomendação prática dos especialistas é antecipar a ida ao colégio eleitoral para o período da manhã. Reservar um tempo extra para o deslocamento pode ser o diferencial para quem for surpreendido por uma mudança de endereço de última hora.
