O ativista brasileiro Thiago Ávila foi libertado pelas autoridades de Israel após passar o último mês detido e iniciou seu deslocamento em direção ao Cairo, no Egito, de onde deve retornar ao Brasil. A notícia foi confirmada pelo próprio ativista por meio de seus perfis nas redes sociais, encerrando um período de incertezas sobre seu paradeiro.
A soltura também foi oficializada pela Flotilha da Liberdade Global, coalizão de organizações da sociedade civil que coordena missões marítimas com o propósito de furar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza. Ao lado de Ávila, o ativista espanhol Saif Abukeshek também foi deportado, conforme comunicou o Ministério das Relações Exteriores de Israel.
Circunstâncias da detenção
A prisão de ambos ocorreu durante uma abordagem das forças militares israelenses a uma das embarcações da flotilha. O navio transportava mantimentos e suprimentos básicos destinados a auxiliar a população civil de Gaza. Segundo o Centro Legal para os Direitos das Minorias Árabes em Israel, os detidos enfrentaram condições severas, incluindo isolamento completo e denúncias de maus-tratos durante o período em que estiveram sob custódia.
Pressão diplomática e apoio oficial
O caso ganhou repercussão internacional e gerou movimentações nos bastidores da diplomacia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente o tempo de detenção do brasileiro. Paralelamente, os governos do Brasil e da Espanha pressionaram as autoridades israelenses por garantias de integridade física aos ativistas e pela celeridade na libertação de ambos.
