O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, registrou um lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa um avanço de 17% na comparação com o mesmo período de 2023. Ao considerar o acumulado dos últimos doze meses, o ganho recorrente da instituição alcançou a marca de R$ 15,6 bilhões.
Recordes históricos e ativos
Alexandre Abreu, diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do banco, destacou a sequência de resultados positivos. Após atingir um recorde de R$ 15,2 bilhões no encerramento do ano passado, a instituição superou novamente essa marca no início de 2024. Os ativos totais do banco atingiram R$ 995 bilhões, configurando o maior valor nominal de sua história, enquanto o patrimônio líquido somou R$ 192 bilhões.
A carteira de crédito do banco de fomento chegou a R$ 678,2 bilhões, uma expansão de 14% em relação ao observado no ano anterior, atingindo o maior patamar desde 2016. Paralelamente, o índice de inadimplência para operações vencidas há 90 dias ficou em apenas 0,046%, um nível muito abaixo dos 4,33% registrados pela média do Sistema Financeiro Nacional.
Crescimento por setores
O volume de aprovações de crédito somou R$ 45,7 bilhões, um salto de 37% frente aos primeiros meses de 2025. Já os desembolsos efetivos alcançaram R$ 36,2 bilhões, marcando um crescimento de 44%. O setor de infraestrutura liderou as aprovações com R$ 13,4 bilhões, seguido pelo agronegócio com R$ 9,1 bilhões e pela indústria, que somou R$ 8 bilhões em recursos aprovados.
Um ponto de destaque no balanço foi o desempenho voltado às micro, pequenas e médias empresas, que tiveram R$ 29 bilhões em créditos aprovados, um aumento expressivo de 120%. Além disso, os fundos garantidores viabilizaram R$ 20,8 bilhões em operações realizadas por meio de agentes financeiros parceiros.
Qualidade na expansão
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou a consistência do momento vivido pela instituição. Segundo ele, o banco atravessa uma fase de crescimento qualitativo, impulsionada pelo aumento no volume de projetos submetidos pelos empresários. Essa alta nas consultas é interpretada pela direção como um reflexo direto da percepção do mercado sobre a capacidade de entrega e o papel estratégico do banco no financiamento do desenvolvimento nacional.
