PL interpreta sinais de desgaste de Hugo Motta e confia no predomínio do Centrão na Mesa Diretora.
Depois de a Câmara preservar o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) nesta quarta-feira (10), parlamentares do PL consideram que há espaço institucional para tentar garantir a permanência de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Casa.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comunicou que faria a avaliação do caso dos dois parlamentares e também do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) em um mesmo conjunto de deliberações. Apenas Eduardo, porém, terá seu processo apreciado diretamente pela Mesa Diretora, já que, no caso dele, a eventual perda de mandato está relacionada ao acúmulo de ausências. Com a preservação dos mandatos de Zambelli e de Glauber, integrantes de diferentes blocos partidários passaram a enxergar indícios de fragilidade na liderança de Motta, que teria atuado pela cassação.
A percepção dominante é de que a derrota expôs a reputação dos congressistas e deteriorou as relações tanto entre Motta e as bancadas quanto entre a Câmara e os demais Poderes. Diante disso, o PL acredita que poderá reunir o número de apoios necessários para que a defesa de Eduardo seja acatada.
Entre os sete membros da Mesa Diretora, quatro pertencem ao Centrão e um ao PL. Nos meses recentes, representantes desse grupo já afirmavam não pretender subscrever uma decisão desfavorável a Eduardo — especialmente por avaliar o impacto eleitoral de tal posicionamento.
