A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta sexta-feira (22) esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que apura a suposta tentativa de coagir autoridades brasileiras ligadas à ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
Os advogados negaram qualquer descumprimento de medidas cautelares, afirmando que há “vazios de indícios” no indiciamento feito pela Polícia Federal (PF), que também investiga planejamento de fuga e reiteração de condutas ilícitas.
A PF apontou que Bolsonaro utilizou redes sociais mesmo após as restrições impostas e encontrou um rascunho de pedido de asilo político na Argentina. Além de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também foi indiciado.
Segundo o relatório da PF, áudios extraídos do celular do ex-presidente mostram articulações com Eduardo Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia para intimidar autoridades e influenciar o julgamento no STF.
Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, reagiu nas redes sociais:
“É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados.”
O julgamento da ação penal no STF está marcado para 2 de setembro e envolve acusações de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
