A votação da indicação de Messias, que cabe ao Senado, está travada depois de o governo perceber que ele não tem apoio suficiente. Aliados entendem que Lula tem que entrar em campo para desfazer o clima pesado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Em uma ofensiva a favor de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai continuar a fazer rodadas de diálogos reservados com lideranças da Casa legislativa nas próximas semanas.
A votação da indicação de Messias, que cabe ao Senado, está travada depois de o Executivo perceber que ele não tem votos necessários. O governo atrasou o envio da mensagem formal que inicia a tramitação do nome de Messias, numa estratégia para ganhar prazo e sustentação política.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem preferência pelo nome do senador e seu aliado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga, não gostou da manobra do governo e externou sua insatisfação publicamente. Apoiadores entendem que, para garantir a aprovação de Messias, Lula tem que entrar em campo.
Inicialmente, Lula recebeu o líder do PSD na Casa, Otto Alencar (BA), e o senador Omar Aziz (PSD-AM). O encontro ocorreu na última segunda-feira.
Nesta quinta (4), havia previsão de Lula receber o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), e o senador Renan Calheiros (AL), mas a agenda será remarcada para a próxima semana. O motivo são compromissos pessoais de Braga sexta.
