A Polícia Federal (PF) prendeu o vigilante do Centro de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal do Brasil, localizado no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
A investigação apura um possível esquema de acesso e comercialização de dados fiscais sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares.
Ligação com servidor do Serpro
Na mesma unidade trabalhava Luiz Antônio Martins Nunes, funcionário do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública responsável pelo processamento de dados do governo federal.
Ele é suspeito de vender informações fiscais confidenciais, o que pode configurar:
- Violação de sigilo funcional;
- Acesso indevido a sistemas protegidos;
- Eventual organização criminosa, caso se confirme atuação coordenada.
Tese de coordenação
Com a prisão do vigilante, investigadores reforçam a hipótese de que o acesso aos dados não teria ocorrido de forma isolada, mas sim mediante coordenação interna para facilitar a obtenção das informações.
A apuração busca esclarecer:
- Como se deu o acesso aos sistemas;
- Se houve participação de outros servidores;
- A extensão da comercialização dos dados;
- O eventual uso político ou financeiro das informações.
O caso envolve autoridades do mais alto escalão do Judiciário, o que eleva a gravidade institucional da investigação.
