O Tabloide BrasilO Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • País
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Notificação Mostre mais
Resizer fonteAa
O Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
Resizer fonteAa
  • Sociedade
  • Saúde
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
  • Colunas
  • Tech
Search
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • País
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Siga-NOS
Sociedade

Feminicídio quase dobra em São Paulo em 4 anos e bate recorde no Brasil em 2025

Última atualização: 4 de Março, 2026 23:55
Por
Erre Soares
Compartilhar
© Fernando Frazão/Agência Brasil
Compartilhar

O Brasil registrou 1.568 mulheres mortas por feminicídio em 2025. O número, divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), representa um crescimento de 14,5% em relação a 2021 e rompe uma estabilidade relativa que havia se mantido entre 2022 e 2024, quando os índices oscilavam em torno de 1% ao ano. O salto mais recente, de 4,7% em um único ano, acende um sinal de alerta que especialistas consideram impossível de ignorar.

O caso de São Paulo concentra os dados mais graves. O estado registrou 270 feminicídios em 2025, ante 136 em 2021 — um aumento de 96,4% em quatro anos, ou seja, o número praticamente dobrou. São Paulo responde por 41% de todas as mortes registradas na Região Sudeste. “É um número muito grande em termos quantitativos. E é um estado que já tinha uma consistência em relação à qualidade do registro da informação”, pontuou Samira Bueno, diretora executiva do FBSP. Para ela, o que está aparecendo nas estatísticas é o reflexo direto do que a sociedade vem acompanhando pelos noticiários nos últimos meses.

Os dados revelam uma mudança no perfil da violência letal contra mulheres no país. Enquanto as mortes em contextos típicos da violência urbana — conflitos armados, disputas ligadas ao tráfico, vitimização difusa — apresentam queda, a letalidade no ambiente doméstico, familiar e afetivo segue em trajetória ascendente. O FBSP avalia que esse movimento expõe a persistência, e em certa medida o agravamento, da violência baseada em gênero no espaço privado. Ao contrário da violência urbana, mais sensível às políticas tradicionais de segurança pública, a violência doméstica é estrutural: alimentada por desigualdades de gênero, padrões culturais de dominação masculina e pelo controle coercitivo que muitas vezes precede o crime.

Um dos dados mais perturbadores do levantamento diz respeito às medidas protetivas. Entre os casos com informação disponível — 1.127 feminicídios em 16 estados —, 148 mulheres, ou 13,1% do total, foram assassinadas mesmo tendo uma Medida Protetiva de Urgência ativa. Elas pediram socorro ao sistema de Justiça. Receberam a proteção que a lei prevê. E foram mortas assim mesmo.

Para Samira Bueno, esse número impõe uma reflexão urgente sobre monitoramento, fiscalização e integração da rede de proteção. “As forças de segurança falharam em proteger essas mulheres”, afirmou, sem rodeios. A diretora reconhece que o Brasil tem uma das legislações de proteção à mulher mais avançadas do mundo e que a maior pena prevista no Código Penal brasileiro é justamente para o crime de feminicídio. Mas, para ela, o problema não está na lei — está na execução. “A gente muitas vezes não tem os recursos necessários para que as forças de segurança façam esse trabalho.”

A fiscalização das medidas protetivas, explica o fórum, é atribuição do poder executivo — guardas municipais e polícias militares têm o dever de garantir, na prática, que o agressor não se aproxime da vítima após determinação judicial. Quando essa fiscalização falha, a sentença de morte pode vir antes da proteção prometida.

Em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Duas décadas de avanços normativos que colocaram o Brasil em posição de referência internacional no enfrentamento à violência de gênero. E, ainda assim, 1.568 mulheres não chegaram ao fim de 2025. O desafio, agora, é transformar o texto da lei em proteção real — antes que os números do próximo ano sejam ainda piores.

Compartilhe este artigo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Reddit Telegram Email Cópia de Link
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas Notícias

Dono do Banco Master é preso por fraude bilionária, espionagem e ameaça a jornalista
Justiça
Em meio à guerra, Brasil emerge como porto seguro para o petróleo mundial
Economia Internacional
“O primeiro foco do “Summit Estética” é chegar até à população de língua portuguesa”
Internacional
“A relação entre o IHGSC e a Região Autônoma dos Açores é marcada por uma proximidade singular”
Sociedade
- Advertisement -
Ad image

Você pode gostar também!

homicidios-dolosos-caem-5,9%-em-setembro-no-estado-de-sao-paulo
Sociedade

Homicídios dolosos caem 5,9% em setembro no estado de São Paulo

3 Min Leia
Natureza

Especialistas alertam para urgência na adoção de medidas de combate às mudanças climáticas

5 Min Leia
Sociedade

Justiça nega prisão de policiais envolvidos na morte da menina Heloísa

2 Min Leia
santa-catarina-permanece-em-alerta-para-temporais
Sociedade

Santa Catarina permanece em alerta para temporais

5 Min Leia
O Tabloide Brasil
  • Política Privacidade
  • Termos e Condições
© 2018 - 2026. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução. Desenvolvido por Agência Caparaó.
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?