O Tabloide BrasilO Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • Nacional
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Notificação Mostre mais
Resizer fonteAa
O Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
Resizer fonteAa
  • Sociedade
  • Saúde
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
  • Colunas
  • Tech
Search
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • Nacional
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Siga-NOS
Justiça

Dono do Banco Master é preso por fraude bilionária, espionagem e ameaça a jornalista

Última atualização: 5 de Março, 2026 0:08
Por
Erre Soares
Compartilhar
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master © Banco Master
Compartilhar

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na manhã desta quarta-feira (4) por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A prisão preventiva, cumprida na terceira fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, marca a primeira decisão de Mendonça no caso, após ele assumir a relatoria em substituição ao ministro Dias Toffoli — que chegou a decretar a prisão de Vorcaro em novembro, mas logo depois substituiu a medida por tornozeleira eletrônica.

O que as investigações revelam vai muito além de uma fraude bancária. Segundo Mendonça, Vorcaro mantinha com comparsas uma estrutura paralela voltada à vigilância, intimidação e coação de pessoas consideradas inimigas do grupo — concorrentes, ex-funcionários e jornalistas. O esquema tinha nome: A Turma. Um grupo estruturado, financiado e exclusivamente dedicado a proteger os interesses do banqueiro por métodos que a Polícia Federal classifica como criminosos.

Além de Vorcaro, Mendonça determinou a prisão de mais três pessoas. O cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, descrito nas investigações como uma espécie de contador informal do grupo, era responsável pelos pagamentos que sustentavam a operação — inclusive os repasses mensais de R$ 1 milhão a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado no celular de Vorcaro como “Felipe Mourão” e apelidado de Sicário. Mourão é apontado como o executor das atividades de monitoramento, obtenção de informações sigilosas e neutralização de situações sensíveis ao grupo. Também teve prisão decretada o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que usava seus contatos e experiência na carreira policial para vigiar alvos escolhidos pelo banqueiro.

As mensagens recuperadas pelos investigadores são, no mínimo, perturbadoras. Em uma delas, ao mencionar uma ex-funcionária, Vorcaro diz ao Sicário que precisa “moer essa vagabunda”. Em outra troca, mais grave, o banqueiro fala sobre um jornalista que havia publicado uma notícia contrária aos seus interesses: “Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.” Mourão responde: “Vou fazer isto.” Em seguida, Vorcaro vai além: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto.” E quando o Sicário pergunta se pode agir, o banqueiro confirma: “Sim.”

Na manhã desta quarta, o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, declarou publicamente ser ele o alvo das conversas mencionadas na decisão do ministro. Mendonça foi direto na análise: “A partir de todos esses diálogos verifica-se a presença de fortes indícios de que Vorcaro determinou a Mourão que forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para prejudicar violentamente o jornalista em questão e, a partir do episódio, calar a voz da imprensa.”

O esquema tinha tentáculos dentro do próprio sistema de fiscalização financeira do país. Dois ex-servidores do Banco Central aparecem nas investigações como fontes de informações privilegiadas para o grupo: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização da instituição, e Belline Santana, ex-servidor da autarquia. Ambos trabalhavam, segundo a PF, como uma espécie de empregados informais de Vorcaro, vazando dados internos em troca de pagamentos.

A dimensão financeira do caso também é monumental. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estima que os ressarcimentos devidos a clientes prejudicados pelo esquema devem ultrapassar R$ 50 bilhões — o que colocaria o caso do Banco Master como a maior fraude financeira já registrada no Brasil. A Polícia Federal investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de justiça.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a se manifestar contrariamente às medidas solicitadas pela PF, argumentando que o prazo de 72 horas dado por Mendonça para emitir parecer era impossível de cumprir e que não havia urgência justificável. Mendonça respondeu lamentando a posição, destacando a possibilidade concreta de violência contra jornalistas e cidadãos comuns, e apontando indícios de que o grupo criminoso chegou a ter acesso a sistemas sigilosos do próprio Ministério Público e da PF. “Permitir que permaneçam em liberdade significa manter em funcionamento uma organização criminosa que já produziu danos bilionários à sociedade”, concluiu o ministro.

Compartilhe este artigo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Reddit Telegram Email Cópia de Link
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas Notícias

Irã bloqueia acesso ao Estreito de Ormuz em meio a escalada de tensões diplomáticas
Irã bloqueia acesso ao Estreito de Ormuz em meio a escalada de tensões diplomáticas
Mundo
PF investiga ataque hacker que disparou alertas falsos de emergência em celulares do país
PF investiga ataque hacker que disparou alertas falsos de emergência em celulares do país
Segurança
Iniciativa leva tratamento com canabidiol para famílias atípicas em Fernando de Noronha
Iniciativa leva tratamento com canabidiol para famílias atípicas em Fernando de Noronha
Saúde
Cármen Lúcia defende que a Justiça deve buscar a credibilidade e ignorar a popularidade
Cármen Lúcia defende que a Justiça deve buscar a credibilidade e ignorar a popularidade
Justiça
- Advertisement -
Ad image

Você pode gostar também!

cnj-e-cnmp-chegam-a-maceio-para-inspecionar-caso-braskem
Justiça

CNJ e CNMP chegam a Maceió para inspecionar caso Braskem

2 Min Leia
Ministro andré mendonça mantém prisão de daniel vorcaro na sede da PF
Justiça

Ministro andré mendonça mantém prisão de daniel vorcaro na sede da PF

1 Min Leia
Supremo suspende julgamento sobre aposentadoria compulsória de empregados públicos
Justiça

Supremo suspende julgamento sobre aposentadoria compulsória de empregados públicos

2 Min Leia
tse-exclui-forcas-armadas-do-grupo-de-fiscalizacao-das-eleicoes
Justiça

TSE exclui Forças Armadas do grupo de fiscalização das eleições

2 Min Leia
O Tabloide Brasil
  • Política Privacidade
  • Termos e Condições
© 2018 - 2026. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução. Desenvolvido por Agência Caparaó.
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?