A médica ginecologista e cirurgiã-geral Andréa Marins Dias, de 61 anos, faleceu neste domingo, atingida por tiros dentro de seu carro durante uma abordagem policial no bairro de Cascadura, localizado na zona norte do Rio de Janeiro.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar manifestou seu pesar pela morte e, por determinação do secretário Marcelo de Menezes Nogueira, abriu um procedimento investigativo. O objetivo é apurar todas as circunstâncias da ação que resultou na fatalidade.
A corporação informou que os policiais envolvidos na abordagem estavam equipados com câmeras corporais. Tanto os dispositivos quanto as armas utilizadas pelos agentes foram colocados à disposição da Polícia Civil para auxiliar no procedimento investigativo, que está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Anielle Franco
Em suas redes sociais, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, relatou que testemunhas indicam que o veículo da médica, que era negra, pode ter sido confundido com o de criminosos. A ministra questionou a eficácia das políticas de segurança pública e o impacto da violência, que continua a vitimar pessoas negras.
Anielle Franco destacou que Andréa Marins Dias dedicou 28 anos à saúde da mulher, atuando como ginecologista e cirurgiã-geral. Ela ressaltou a dificuldade enfrentada por mulheres negras para acessarem o ensino superior e alcançarem a medicina, tornando a perda de Andréa e de tudo que ela representava ainda mais dolorosa.
A ministra afirmou estar pressionando as autoridades competentes para que se conduza uma investigação célere e rigorosa sobre o ocorrido, buscando justiça e clareza para o caso.
