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Saúde

Descaso Médico Põe em Risco Saúde de paciente no Rio de Janeiro

Última atualização: 2 de Outubro, 2023 17:26
Por
Erre Soares
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4 Min Leia
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Ângela Cristina Barbosa da Rocha de Santana, moradora de Jardim Palmares – Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, revela um alarmante caso de descaso no atendimento médico, colocando sua saúde e vida em perigo. A busca por cuidados médicos após uma sensação incomum de cãibra rapidamente se transformou em um pesadelo de diagnósticos equivocados e falta de atendimento adequado. Tudo começou quando Angela, após sentir uma cãibra desconcertante, procurou ajuda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cabuçu, no dia 18 de julho. 

O diagnóstico de distensão muscular e a medicação inicial foram apenas o início de uma série de eventos desoladores. Mesmo com a ausência de melhorias, Angela foi mandada de volta para casa. A dor e o desconforto aumentaram drasticamente no dia 20, levando Ângela a buscar outra UPA, desta vez em Comendador Soares, “No entanto, o diagnóstico errôneo se repetiu, e fui novamente enviada para casa sem as medidas necessárias. O ciclo de visitas à UPA e diagnósticos falhos continuou até que a dor se tornou insuportável”, explica Barbosa. 

O cenário tornou-se ainda mais sombrio quando Ângela finalmente foi encaminhada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, no dia 21. No entanto, a falta de uma cadeira de rodas a obrigou a ser carregada por seu esposo até o local, esperando por atendimento por cerca de uma hora e meia. O diagnóstico de “Erisipela bolhosa” só foi feito após horas de espera e agravamento da condição da paciente no dia 22. Ela foi internada após horas sem comer e tomar água, e a comissão de curativo, que deveria ter sido informada da lesão, só começou a agir após reclamação na ouvidoria, deixando a paciente em risco desnecessário. 

O médico havia informado que chamou a comissão algumas vezes, mas a equipe afirmou para a paciente que não recebeu solicitação antes da reclamação. Ela recebeu alta dia 28, e a dor continua culminou em uma avaliação de um médico vascular de confiança da família no dia 29, que fez um alerta chocante: “corra para o hospital o mais rápido possível, pra você não perder a sua perna!” Ângela retornou às pressas no início da madrugada do dia 30 ao hospital e foi encaminhada para cirurgia de desbridamento após agravamento do quadro. 

Somente a partir do dia 10 ela começou a receber tratamento adequado da comissão de curativos, com a perna já muito debilitada e machucada. Dia 18 foram os últimos dias de antibiótico e ela recebeu alta no dia 24 de agosto, onde receberá curativos em casa e fisioterapia. O caso de Ângela é um triste exemplo de como a negligência médica pode colocar vidas em risco. Os detalhes de sua jornada destacam a necessidade urgente de uma reforma no sistema de saúde para evitar tragédias semelhantes no futuro. 

É crucial que casos como esse sejam investigados minuciosamente e que haja mudanças no atendimento hospitalar e na comunicação entre médicos e equipes de cuidados. O compromisso com a segurança do paciente e a prestação de cuidados de qualidade deve ser uma prioridade em todos os níveis do sistema de saúde.

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