Após publicação da ata do julgamento, aliados bolsonaristas veem prisão do ex-presidente como certa, mas aguardam próximas etapas do caso.
Com a divulgação da ata da deliberação envolvendo Jair Bolsonaro e da decisão proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (17), formou-se um contraste evidente entre a expectativa política e a perspectiva jurídica dentro do núcleo central bolsonarista sobre a possibilidade de detenção do ex-chefe do Executivo.
Enquanto o grupo de apoiadores demonstra forte pessimismo e já dá como praticamente inevitável a prisão de Bolsonaro, a equipe jurídica trabalha nos próximos movimentos processuais. Integrantes da defesa ouvidos pelo blog afirmam que apresentarão embargos infringentes, embora já considerem provável que o desfecho siga o parâmetro jurídico estabelecido no caso do ex-presidente Fernando Collor — ou seja, a rejeição dos recursos, seguida de eventual ordem de prisão emitida pelo STF.
Outra via analisada pela defesa é a apresentação de uma revisão criminal. Nesta hipótese, que possibilita nova análise de todo o procedimento condenatório, o julgamento passaria para o plenário do STF, garantindo que todos os ministros da Corte se manifestem sobre o caso.
