O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou nesta terça-feira, dia 12, a intenção de investir até R$ 50 bilhões em projetos voltados aos minerais críticos. O aporte visa fortalecer a cadeia produtiva de itens essenciais para a fabricação de baterias, dispositivos tecnológicos e soluções voltadas à transição energética global.
Foco na soberania tecnológica
O presidente da instituição, Aloizio Mercadante, revelou que o banco avalia atualmente 56 iniciativas no setor. O objetivo central é alavancar a participação brasileira no mercado global de terras raras, área na qual o país detém a segunda maior reserva do planeta, respondendo por 23% do total mundial. A estratégia busca reduzir a dependência externa de componentes vitais, como os super ímãs fundamentais para motores elétricos e equipamentos de defesa, hoje concentrados majoritariamente na China.
Diversificação e reindustrialização
Durante a apresentação do balanço trimestral em São Paulo, Mercadante ressaltou que o banco tem diversificado seu portfólio para priorizar segmentos de alto valor agregado. Além da mineração, o BNDES direciona recursos para fertilizantes, bioinsumos agrícolas, inteligência artificial e o desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem vertical, conhecidas como carros voadores. O apoio à Embraer também integra esse esforço de modernização industrial.
Metas de crédito e comércio exterior
O dirigente enfatizou que o investimento em inovação é o pilar da política de reindustrialização do governo. O banco superou a meta inicial de R$ 250 bilhões em crédito, alcançando a marca de R$ 300 bilhões e projetando chegar a R$ 370 bilhões em quatro anos. Além disso, o presidente da instituição comentou sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, vigente de forma provisória desde o início de maio, destacando o papel do tratado no fortalecimento das relações comerciais diante das tensões do protecionismo global.
