Brasília (DF) – O governo federal oficializou a atuação das Forças Armadas no apoio logístico ao pleito suplementar marcado para este domingo, 21 de junho, em Roraima. A medida, publicada na última terça-feira (16), foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupa interinamente a Presidência da República. A tropa agirá sob demanda direta do Tribunal Superior Eleitoral para garantir a normalidade da votação.
A necessidade de uma nova rodada de votos surgiu após a cassação dos mandatos do governador e de seu vice por irregularidades ligadas ao abuso de poder político e econômico. Agora, os cidadãos retornam às urnas para definir quem comandará o estado pelo restante do período.
Questões jurídicas sobre prazos
Enquanto a logística é organizada, o cenário jurídico enfrentou uma definição importante no início da semana. Na segunda-feira (15), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, negou um recurso apresentado pelo Partido Liberal. A legenda buscava suspender uma decisão anterior do ministro Flávio Dino, que exigia a aplicação dos prazos padrão de desincompatibilização — variando entre três e seis meses — conforme estabelecido pela Lei da Inelegibilidade.
O PL argumentava que as regras rígidas poderiam restringir a competitividade e resultar em uma candidatura única. Fachin, porém, encerrou a discussão sob argumentos técnicos: ressaltou que o instrumento jurídico utilizado pelo partido é privativo de entes públicos ou do Ministério Público, e que a presidência da Corte não exerce função de revisão de decisões monocráticas de outros ministros. Com o indeferimento, prevalece o cronograma que impõe o afastamento prévio dos cargos aos pretendentes ao posto.
Logística e endereços
A preparação técnica para o dia 21 já está em curso. O tribunal regional do estado iniciou a montagem e a conferência de quase 1,5 mil urnas eletrônicas que serão distribuídas pelo território roraimense. Ao todo, 384 mil eleitores estão aptos a comparecer às seções nos 15 municípios abrangidos.
Um ponto de atenção para quem vai votar é a alteração de endereços. Devido a reformas em prédios públicos e problemas de infraestrutura em algumas escolas, 46 locais de votação tiveram seus endereços modificados pelo Tribunal Eleitoral. Essas trocas afetam seções em dez municípios diferentes. As autoridades recomendam que o eleitor consulte o portal do Tribunal Regional Eleitoral antes de se deslocar, evitando surpresas de última hora e filas desnecessárias no domingo.
