A Defesa Civil de São Paulo e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas liberaram 86 dos 105 imóveis vistoriados no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, após a explosão que atingiu a rede de gás na última segunda-feira. O balanço, atualizado na noite de terça-feira, aponta que cinco residências permanecem totalmente interditadas devido ao risco iminente de desabamento, enquanto outras 14 seguem sob interdição cautelar.
Critérios de segurança e retorno
As autoridades classificaram as estruturas afetadas por cores para organizar o acesso dos moradores. O nível verde corresponde aos imóveis seguros para ocupação imediata, englobando as 86 casas liberadas. Já as categorias amarela e laranja permitem apenas a entrada controlada para a retirada de pertences, sendo que, no caso da laranja, o acompanhamento da Defesa Civil é obrigatório. As cinco habitações classificadas como vermelhas estão vetadas para permanência em razão da gravidade dos danos estruturais.
Histórico do acidente e assistência
A explosão ocorreu por volta das 16h da segunda-feira na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, deixando um homem de 49 anos morto e outros três feridos. Relatos de moradores indicam que um forte odor de gás foi notado cerca de três horas antes da detonação. Atualmente, uma vítima segue internada em estado grave no Hospital Regional de Osasco, enquanto outra permanece estável no Hospital das Clínicas da USP e uma terceira já recebeu atendimento médico.
Representantes da Sabesp e da Comgás acompanham o processo de vistoria para avaliar os prejuízos e coordenar o ressarcimento das famílias. O suporte às vítimas inclui a hospedagem em hotéis e o pagamento de um auxílio emergencial, que foi ampliado para 5 mil reais. Até o momento, 194 pessoas foram cadastradas para receber o benefício. O trabalho conjunto das equipes técnicas para avaliar o restante das moradias nas vias atingidas foi retomado na manhã desta quarta-feira.
