O professor Nelson Ludovico descobriu que sofria de hipertensão arterial após notar sinais físicos de cansaço e desconforto, que o levaram a investigar sua saúde por possuir um histórico familiar direto com a condição. O relato de Ludovico ilustra a realidade de mais de 30% da população brasileira, segundo dados do Ministério da Saúde, que aponta a enfermidade como uma das doenças crônicas não transmissíveis mais preocupantes no país, conforme reportado pelo Feed Últimas.
A hipertensão caracteriza-se pela elevação persistente da pressão exercida pelo sangue contra as paredes das artérias. O cardiologista Nelson Dinamarco, integrante da Sociedade Brasileira de Hipertensão, destaca que o estilo de vida contemporâneo é o principal motor para o surgimento do quadro. Entre os vilões citados pelo especialista estão o consumo elevado de álcool, a ingestão frequente de alimentos ultraprocessados ricos em sódio, o sedentarismo e o tabagismo, somados à predisposição genética.
O impacto das emoções no sistema cardiovascular
O estado emocional também desempenha um papel determinante no controle da pressão sanguínea. O estresse e a ansiedade crônica ativam o sistema nervoso simpático, provocando a liberação de adrenalina e cortisol. Essas substâncias mantêm o organismo em alerta constante, o que acelera os batimentos cardíacos e provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos, elevando o risco de complicações graves. A falta de tratamento adequado pode resultar em infartos, acidentes vasculares cerebrais, aneurismas arteriais, além de falhas nos rins e no coração.
O grande perigo da hipertensão reside no seu caráter silencioso, já que a maioria das pessoas não apresenta sintomas claros até que o problema esteja em um estágio avançado. Por esse motivo, a recomendação médica é a aferição regular da pressão arterial. Embora alguns indivíduos relatem dores na nuca, irritabilidade ou a visão de pontos luminosos, conhecidos tecnicamente como escotomas cintilantes, a ausência total de manifestações físicas é o cenário mais comum na prática clínica diária.
Monitoramento e metas de saúde
Para manter a saúde sob controle, o doutor Nelson Dinamarco orienta que a população, especialmente aqueles que ingressam na segunda ou terceira fase da vida, realize o monitoramento constante dos níveis pressóricos. Em indivíduos saudáveis, valores considerados estáveis oscilam entre 120 por 80 e 140 por 90 milímetros de mercúrio. Para pacientes que já receberam o diagnóstico de hipertensão, a meta terapêutica é manter a pressão abaixo de 130 por 80, garantindo maior proteção aos órgãos vitais.
O tratamento bem-sucedido não depende apenas de mudanças comportamentais, mas também da adesão rigorosa às orientações médicas. O acompanhamento periódico com especialistas e o uso disciplinado de medicamentos prescritos são pilares fundamentais para evitar que a doença evolua. Conforme reforçado pelo Feed Últimas, a prevenção e a atenção aos sinais do corpo são as ferramentas mais eficazes para garantir longevidade e qualidade de vida diante de uma condição que exige vigilância ininterrupta.
