O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de recuperação nesta quinta-feira, 14, com o dólar comercial fechando cotado a R$ 4,986, uma queda de 0,45%. A moeda americana, que havia aberto o dia em R$ 5,02, perdeu força ao longo da sessão, devolvendo parte da valorização expressiva registrada na véspera, quando o humor dos investidores foi impactado por incertezas políticas internas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Reação da bolsa e do câmbio
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, acompanhou esse movimento de alívio e avançou 0,72%, atingindo 178.365 pontos. O desempenho interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas, sendo sustentado principalmente pela valorização das ações da Petrobras e do setor bancário. Enquanto os papéis ordinários da estatal subiram 0,82%, os preferenciais registraram alta de 0,96%. Apesar do resultado positivo do dia, o índice ainda acumula perdas acumuladas no mês de 4,78%.
Influência do cenário internacional
O otimismo nos mercados globais foi um fator determinante para a estabilização dos ativos brasileiros. Sinais de distensão diplomática entre Estados Unidos e China, com o governo chinês sinalizando apoio à manutenção da navegação livre no Estreito de Ormuz, trouxeram tranquilidade aos investidores. Além disso, dados robustos sobre as vendas no varejo americano reforçaram a percepção de que a economia dos Estados Unidos segue resiliente, o que impulsionou os índices acionários em Nova York.
Volatilidade no mercado de energia
O mercado de petróleo manteve-se praticamente estável, apesar da volatilidade gerada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril do tipo Brent fechou em US$ 105,72, com leve alta de 0,09%, enquanto o WTI encerrou a US$ 101,17. A cautela dos agentes financeiros refletiu relatos sobre incidentes com embarcações próximas à costa dos Emirados Árabes Unidos, o que elevou o temor de interrupções no fornecimento global.
Mesmo com o clima de insegurança, o mercado monitora de perto as movimentações da Organização dos Países Produtores de Petróleo e Aliados, a Opep+, que avalia a possibilidade de ampliar a oferta da commodity. A medida seria uma tentativa de mitigar os efeitos da crise regional sobre os preços globais, equilibrando a oferta e a demanda em um momento de incertezas estratégicas para o comércio mundial de energia.
