Rio de Janeiro (RJ) – O primeiro dia de abril marca uma mudança importante no bolso dos fluminenses. A partir desta segunda-feira (1), os preços do gás natural recuam em todo o território estadual. A alteração atinge em cheio quem abastece o veículo com GNV, mas também reflete nas contas mensais de casas, empresas e grandes unidades fabris.
Por trás do reajuste, um entendimento firmado entre o Palácio Guanabara, a Petrobras e a Naturgy — gigante do setor de distribuição no país. A logística do corte não surgiu do nada; o desenho da nova tabela de preços passou por crivo rigoroso na última quarta-feira (27), durante reunião conduzida pela Agenersa, o órgão responsável por regular o setor de energia e saneamento no estado.
Impacto direto no setor de transporte
Motoristas que dependem do gás natural veicular para rodar são os maiores beneficiados com o novo cálculo. O recuo no valor do GNV alcança 6,3% na área coberta pela CEG e chega a 6,4% na região de atendimento da CEG Rio. A redução busca frear a queda no consumo observada recentemente, quando outros combustíveis passaram a oferecer maior competitividade no mercado regional, desestimulando a migração ou a permanência dos condutores no gás.
Ajustes nas contas residenciais e industriais
O reflexo da medida varia de acordo com a área geográfica da concessionária. Para os consumidores residenciais atendidos pela rede da CEG, a tarifa teve um recuo de 1,63%. Já nas fábricas e plantas industriais dessa mesma rede, o alívio na conta é mais expressivo: 5,12% a menos.
A situação é similar para os clientes sob responsabilidade da CEG Rio. Quem utiliza o gás natural em casa sentirá um corte médio de 2,8%. No segmento industrial, o setor produtivo ganha um fôlego um pouco maior com a retração de 5,3% nos preços.
A estratégia por trás dos números
O governo estadual enxerga esse movimento como um gatilho necessário para impulsionar a economia local. Segundo o entendimento técnico da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar, baixar o custo do insumo é uma forma prática de fomentar o consumo, garantindo que o gás natural volte a ser uma alternativa financeiramente lógica tanto para a rotina doméstica quanto para a operação de grandes negócios. Mais do que apenas baixar uma fatura, a meta declarada é aliviar os custos de deslocamento urbano, impactando diretamente o poder de compra de quem vive no Rio.
