São Paulo (SP) – Uma cena de crueldade mobilizou as autoridades ambientais na Zona Sul da capital paulista no último domingo (26). Uma capivara foi encontrada agonizando na represa de Guarapiranga com uma flecha atravessada no corpo, um registro que expõe a vulnerabilidade da fauna local diante da ação humana.
O alerta partiu de banhistas que circulavam pela região e notaram o animal ferido. Acionada, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) iniciou o protocolo de resgate. Quando os agentes chegaram ao local, a capivara ainda apresentava sinais vitais e foi encaminhada às pressas para o Centro de Manejo e Reabilitação de Animais Silvestres, onde receberia tratamento especializado. Apesar dos esforços das equipes veterinárias, o trauma foi severo demais e o animal acabou morrendo pouco tempo depois.
O caso agora entra em uma fase técnica. O corpo será submetido a exames necroscópicos para determinar a extensão exata dos danos causados pela flechada. A represa de Guarapiranga é um habitat natural amplamente ocupado por capivaras, que habitam as margens do reservatório com frequência. A proximidade constante com o público torna a área um ponto sensível para a conservação dessas espécies.
Quem disparou a arma ainda não foi identificado pelas forças de segurança. A principal linha de investigação conduzida pela GCM aponta para uma prática de caça ilegal, conduta que fere as normas de proteção à fauna silvestre e pode resultar em implicações criminais. Não há, até o momento, suspeitos detidos.
A gestão municipal reforça o protocolo de segurança para ocorrências desta natureza. Caso moradores ou visitantes encontrem animais silvestres que apresentem ferimentos ou estejam em situação de risco evidente, a recomendação é não se aproximar nem tentar o manuseio por conta própria.
O canal oficial para reportar incidentes é a GCM Ambiental, que atende pelo telefone 153. Alternativamente, a Divisão da Fauna Silvestre disponibiliza o contato via WhatsApp no número (11) 95220-0219. Nesses casos, técnicos especializados orientam sobre a melhor forma de conduzir o resgate, garantindo a integridade tanto do bicho quanto de quem presta o auxílio.
